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Maduro disse que tem Jesus como “Dono da Venezuela”

Por Redação FNG – Folha Notícias Gospel - Janeiro de 2026 Nos últimos meses, a crise política na Venezuela ganhou um novo elemento: a apropriação explícita do discurso religioso por parte do então presidente Nicolás Maduro. Entre o final de 2025 e o início de 2026, Maduro passou a se declarar publicamente um “cristão radical” e a enquadrar o conflito com os Estados Unidos não apenas como uma disputa política, mas como uma perseguição espiritual.

Especialistas e analistas internacionais apontam que essa estratégia buscou mobilizar bases religiosas — especialmente evangélicas e católicas — dentro e fora da Venezuela, em um momento de forte isolamento diplomático e pressão internacional.



FNG - Maduro e sua esposa Flores em suposta reunião de oração
Maduro e sua esposa Flores em suposta reunião de oração - "Jesus Senhor e Dono da Venezuela"


Jesus como “Dono da Venezuela”

Em novembro de 2025, Nicolás Maduro promoveu no Palácio de Miraflores um evento intitulado “Encontro de Oração pela Paz”. A cerimônia contou com a presença de líderes religiosos, pastores evangélicos e representantes de movimentos cristãos alinhados ao governo.

Durante o encontro, Maduro leu um manifesto no qual declarou Jesus Cristo como “Senhor e dono da Venezuela”. Em seu discurso, afirmou que sua fé cristã havia se tornado cada vez mais “radical” e que o palácio presidencial deveria ser visto como um “altar para glorificar a Deus”.

O gesto teve ampla repercussão internacional. Para críticos, tratou-se de uma tentativa de legitimação espiritual de um governo acusado de violações de direitos humanos, censura, perseguição política e envolvimento com o narcotráfico. Para apoiadores, foi interpretado como um ato simbólico de resistência diante das pressões externas.



A Construção da Narrativa de Perseguição

Paralelamente, Maduro passou a utilizar sua identidade religiosa para acusar diretamente o então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de promover uma ofensiva não apenas contra o governo venezuelano, mas contra o povo cristão do país.

Em declarações públicas feitas em novembro de 2025, Maduro apelou aos cristãos norte-americanos para que “soassem os sinos da paz” contra o que chamou de “tambores de guerra” do governo dos EUA. Em discursos posteriores, chegou a afirmar que as sanções econômicas e ameaças militares configurariam um plano para um suposto “massacre contra o povo cristão da Venezuela”.

Analistas políticos avaliam que essa retórica buscou deslocar o debate internacional: das acusações de corrupção, autoritarismo e narcotráfico para uma narrativa de perseguição religiosa, capaz de gerar empatia em setores conservadores do Ocidente.


O Desfecho em Janeiro de 2026

A escalada retórica atingiu seu ponto máximo nos primeiros dias de 2026. Em 3 de janeiro, segundo relatos da imprensa internacional, uma operação conduzida por forças dos Estados Unidos resultou na captura de Nicolás Maduro, que foi transferido para Nova York para responder a acusações formais relacionadas ao narcotráfico e ao crime organizado internacional.

Antes de sua detenção, Maduro havia declarado repetidas vezes que seu “bunker infalível” era Deus e que, independentemente das circunstâncias, sairia vitorioso por estar sob proteção divina.

Após a captura, ele negou todas as acusações, declarou-se “presidente legítimo da Venezuela” e classificou a ação como um sequestro político.


Reações e Análises

A reação internacional foi imediata. Enquanto governos e organizações civis destacaram a gravidade das acusações contra Maduro, setores religiosos demonstraram posições divergentes. Alguns líderes cristãos celebraram o que consideram o fim de um regime opressor; outros convocaram dias de oração pela Venezuela, alertando para a crise humanitária e o risco de instabilidade prolongada.

Para especialistas em ciência política e religião, o caso evidencia um fenômeno recorrente em regimes autoritários: o uso instrumental da fé como escudo simbólico em momentos de perda de legitimidade política.


Entre Fé Autêntica e Instrumentalização Religiosa

O episódio reacende um debate sensível: a diferença entre fé pessoal genuína e a instrumentalização do discurso religioso para fins de poder. No contexto cristão, líderes e fiéis são frequentemente chamados à reflexão sobre o uso do nome de Deus em projetos políticos que contradizem princípios bíblicos de justiça, verdade e dignidade humana.

A história recente da Venezuela mostra que a linguagem religiosa, quando desconectada de práticas éticas e de responsabilidade pública, pode se tornar apenas mais uma ferramenta de manipulação — com consequências profundas para a sociedade.

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